Criação de personagens: Caracterização e Complexidade

Um personagem bem construído é fundamental para a narrativa e a relevância de sua obra. No processo de escrita, a pesquisa e a estruturação nos aspectos físicos e psicológicos são de extrema importância. Por esse motivo, neste artigo, vamos conhecer as etapas de caracterização e complexidade para o desenvolvimento do personagem.

O ESCRITOR É UMA MIND WORM

Antes de entendermos os processos de caracterização e complexidade precisamos compreender a Mind Worm. Essa expressão retrata a ação das minhocas perfurando o solo. É como se essa criatura tivesse a capacidade de se refugiar no cérebro e conhecer um indivíduo por completo (seus sonhos, medos, forças, fraquezas). Além de entender esse personagem, a Mind Worm também cria um evento ajustado à sua maneira única – chamado de o Incidente Incitante.

Sabendo, então, desse preceito, entendemos que os escritores são Mind Worms, pois conseguem entender seus personagens de dentro para fora, além de criar o incidente incitante que é o gatilho para a ação.

CARACTERIZAÇÃO

É a soma de todas as qualidades observáveis. É o que o personagem aparenta ser. É como julgar o livro pela capa, sem conhecer o seu conteúdo.

  • Aparência Física;
  • Estilo de fala e gesticulação;
  • Sexualidade;
  • Idade;
  • QI;
  • Profissão;
  • Personalidade;
  • Atitudes;
  • Valores;
  • Onde mora? Com quem mora?

COMPLEXIDADE

É quem o personagem é de verdade. O que ele demonstra sobre pressão. Suas verdadeiras índoles. A complexidade é dividida em dois aspectos: Desejo e Motivação.

Desejo

A chave do verdadeiro personagem é o desejo.  ‘’O que eu quero?” e ouvir a resposta honesta e então encontrar a vontade para buscar esse desejo. O inconsciente. Apesar da caracterização do personagem, entenderemos que no fundo do coração, ela pode ser:

  • Leal ou Egoísta?
  • Honesta ou Mentirosa?
  • Amável ou Cruel?
  • Corajosa ou Covarde?
  • Generosa ou Egoísta?
  • Voluntariosa ou Fraca?

Motivação

São os motivos que incitam o desejo do personagem. Eles precisam ter isso, pois os personagens são reflexos da natureza humana. E um personagem bem construído precisa ser complexo.

  • Por que seu personagem quer o que quer?
  • O que um personagem diz sobre si mesmo, pode ou não ser verdade. Personagens autoexplicativos, feitos para convencer quem eles são de verdade, não são apenas chatos, como são falsos. O público sabe que as pessoas raramente, se não nunca, são incapazes de uma autoexplicação completa e honesta. Sempre há um subtexto. Se o que de falo ele diz que é verdade, só saberemos se testemunharmos suas escolhas sob pressão. Ou seja, a autoexplicação tem que ser validada ou contradita com ação.

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Pâmella

Curiosa demais, não é à toa que virou jornalista. Ama livros, filmes, séries e sabe que “o inverno está chegando”.

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