Assassins Creed: Um assassinato cinematográfico

Após as adaptações de sucesso de Resident Evil, muitos estúdios investiram em filmes que adaptam jogos. Mas nenhum fez tanto sucesso a franquia Resident Evil. Até que surgiu uma nova adaptação que tinha tudo para ser um sucesso, entretanto, não foi o que ocorreu.

Sobre o filme

Baseado nos jogos do Assassin’s Creed, o longa tinha um enorme potencial, pena que não foi bem desenvolvido e acabou se transformando em um filme fraco e cansativo.

Atores renomados no filme

Para tentar salvar o longa do completo fiasco, atores consagrados foram contratos. Para protagonista, o escolhido foi Michael Fassbender. O ator faz um ótimo trabalho, apesar do roteiro fraco, tendo uma das melhores atuações na projeção. O ator Jeromy Irons é apenas um mero coadjuvante, sem um grande destaque, ele passa praticamente despercebido. Entretanto, a personagem que mais cresce dentro do filme é da Marion Cotillard, pois ela sofre uma enorme transformação e se torna interessante e junto com a atuação da atriz (apesar de não ter sido uma performance memorável), consegue transpor para a tela essas mudanças. Já o restante do elenco não tem muita função, apenas participam das cenas de ação ou de diálogos discretos.

As cenas de ação e a trilha sonora

Não se pode dizer que o longa é completamente ruim. Sua trilha sonora é ótima e nos deixa animado para as ações, entretanto, as cenas de ação não faz jus a trilha sonora, pois algumas vezes essas cenas ficavam confusas e até mesmo desinteressantes de assistir.

Fotografia e roteiro

Outro ponto positivo foi a fotografia. Ela foi muito bem recriada quando o filme se passava na Idade Média e junto com uma excelente iluminação, nos fez sentir naquela época. O mesmo não se pode dizer do roteiro. Ele é fraco e algumas vezes sem sentido. Deixando muitas coisas em aberto e confundindo o público (pelo menos para quem não jogava e não conhecia a história). E isso fez com que o filme ficasse desinteressante.

Direção e o resultado final

A direção do filme não é das melhores, pois o próprio diretor se perde em algumas cenas, mostrando que ainda falta capacidade para controlar melhor um filme. E isso fez o resultado final ser fraco. O longa com potencial se transformou em apenas mais um filme desse gênero. Seria mais interessante se fizessem um filme para maiores de 18 anos, pois assim as mortes seriam muito mais elaboradas e interessantes. Talvez até aumentando a qualidade do longa.

 

Marco Lotes

Jornalista e aspirante a ator. Pothermaníaco e "dementador de livros" ele é extrovertido, amante da sétima arte e colecionador de relíquias cinematográficas.

Marco Lotes

Jornalista e aspirante a ator. Pothermaníaco e “dementador de livros” ele é extrovertido, amante da sétima arte e colecionador de relíquias cinematográficas.