Analisando a franquia Divergente

Hoje é muito comum surgir franquias de filmes em Hollywood. Algumas acabam se saindo bem, outras nem tanto. No caso da franquia Divergente, aconteceu o pior. O primeiro filme foi bom, o segundo caiu a qualidade e o terceiro acabou sendo um fracasso. O que tinha tudo para se tornar uma franquia de sucesso, acabou se tornando um fiasco. Analisaremos um pouco sobre o motivo desse fracasso.

Sobre o filme

Os filmes são baseados nos livros de Veronica Roth. No primeiro nós somos apresentados a Tris (Shailene Woodley), uma jovem que vive com seus pais e seu irmão Caleb (Ansel Elgort) em uma das facções que Chicago foi divida. Ao completar 16 anos os jovens devem escolher umas das cinco facções para começar uma nova vida, são elas: Audácia, Amizade, Franqueza, Erudição e Abnegação.

O único problema é que a Tris tem qualidades para mais de uma facção, por isso ela é uma divergente e isso preocupa o sistema, então ela esconde essa descoberta. No dia da seleção, Tris escolhe uma facção completamente diferente. Lá ela é apresentado ao Quatro (Theo James), acabam começando um romance, mas o governo descobre que ela é um divergente e começa uma perseguição, fazendo com ela e seus amigos fujam com o objetivo de destruir esse sistema.

Um pouco sobre o primeiro filme

O primeiro filme tem boas cenas de ação, uma fotografia legal e um enredo interessante, além de uma direção segura e um elenco bom. Shailene Woodley se saí bem ao compor a protagonista, a atriz consegue nos convencer. O mesmo não se pode dizer de Theo James. O ator mantém a mesmo expressão em todos os três filmes e não convence.

Temos também Ansel Elgort, que também se mostra uma ótima escolha para o papel, infelizmente seu personagem é chato e por isso em nenhum momento torcemos para ele. Miles Teller interpreta o personagem que sempre trai a confiança de seus companheiros, pois ele só pensa em si mesmo e fará qualquer coisa para conseguir. E o ator faz muito bem esse papel, sendo seguro o tempo todo.

E quem diria que a mocinha do Titanic seria a grande vilã desse filme. Isso mesmo, Kate Winslet interpretou uma vilã, entretanto, mesmo que sua interpretação seja boa, sua personagem não é bem desenvolvida, o que acaba prejudicando tanto a atriz como o enredo do filme. Temos as participações de Zoe Kravit, Maggie Q e Ashley Judd.

O filme apresenta um roteiro mal desenvolvido, mas a direção segura de Neil Burger é o saldo positivo do primeiro longa.

O segundo filme: Insurgente

Com o sucesso do primeiro, o segundo filme foi desenvolvido. Infelizmente, não consegue ser bom e se torna apenas um filme cansativo, com ótimos efeitos especiais e um elenco desperdiçado. Falando no elenco, nesse filme temos adição de duas ótimas atrizes, Naomi Watts e Octavia Spencer, entretanto, os personagens são rasos e quase sem desenvolvimentos, o que acaba desperdiçando essas duas grandes atrizes.

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A mudança de diretor foi sentida, já que Robert Schwentke não consegue manter um ritmo. Além disso, o roteiro também é um grande ponto negativo.

O último filme: Convergente

A empresa responsável pela série, Lionsgate, resolveu dividir o último livro em dua partes, infelizmente, não funcionou, pois o terceiro filme é fraco, com um história arrastada, mas que tinha potencial, acabou se tornando um fracasso nas bilheterias. No elenco, temos uma nova aquisição, Jeff Daniels. Infelizmente seu personagem é raso e pouco desenvolvido. A direção continuou a cargo de Schwentke, que quase acertou o tom, mas sem nada marcante.

A Lionsgate confirmou que pretende transformar o último em uma série televisiva, devido ao fracasso nas bilheterias do terceiro filme. Entretanto, os atores originais não devem continuar. Agora é esperar e ver o que acontece!

Marco Lotes

Jornalista e aspirante a ator. Pothermaníaco e "dementador de livros" ele é extrovertido, amante da sétima arte e colecionador de relíquias cinematográficas.

Marco Lotes

Jornalista e aspirante a ator. Pothermaníaco e "dementador de livros" ele é extrovertido, amante da sétima arte e colecionador de relíquias cinematográficas.