A Bela e a Fera: Um filme grandioso

A Disney está com planos de transformar suas principais animações em live-action. Alguns já se saíram muito bem, como foi o caso de Malévola e Mogli, outros apenas foram razoáveis como Cinderela. Após vários sucessos, a Disney resolveu adaptar uma de suas animações mais valiosas e impressionantes, A Bela e a Fera.

A adaptação

Foi possível notar que o estúdio não poupou gastos, pois o longo é super fiel ao original, apenas explicando mais detalhes deixados de fora da animação. Tudo no filme é uma obra de arte, tanto os grandiosos cenários, como o figurino, a maquiagem, os efeitos especiais e principalmente as atuações.

 

Os atores e os objetos animados

O elenco desse filme foi a cartada correta. Repleto de astros, o filme conseguiu dar o devido destaque a todos eles, até mesmo os coadjuvantes.
Emma Watson é a Bela em pessoa. Com uma ótima atuação, a atriz vem se mostrado cada vez mais como artista. E sua química com a Fera é muito boa e até mesmo quando contracena em tela verde, a atriz não se perde.

Dan Stevens vem se mostrado bastante versátil desde que saiu do elenco da série Downtown Abbey. Stevens encara a Fera com refeição e sua potente voz favoreceu ainda mais para o personagem.
Temos também Ian McKellen emprestando sua voz relógio- o ator dubla seu personagem muito bem. Temos também Ewan McGregor, responsável pela voz de Lumiere- o seu personagem é um dos melhores do filme. Emma Thompson empresta dubla Mrs. Potts, além de cantar magnificamente bem a famosa cena do salão.

Luke Evans encara com o perfeição o grande vilão da história. Sua atuação é ótima e seu personagem foi mais interessante do que na animação. Josh Gad interpreta o companheiro de Evans, felizmente seu personagem foi o que mais sofreu modificação e acabou se tornando muito melhor do que na animação.
O filme ainda conta com Kevin Klein- ótimo como o pai da protagonista, Stanley Tucci- que também dubla um personagem- e entre outros.

 

Figurino, fotografia, trilha sonora

Outro fator positivo foi sua parte técnica. Os figurinos são belos e bem elaborados, já a fotografia faz jus a animação, assim como o cenário. A trilha sonora merece destaque, afinal de contas o compositor que trabalhou na animação também volta para a versão live action.

 

Roteiro e direção

O roteiro apesar de não ser perfeito, é bem escrito e ainda reaproveita muitos diálogos da versão original, além disso, as músicas entram no momento certo. Mas, tudo isso não seria bem executado se não fosse pelo diretor, Bill Condon. Ele já possui experiência em dirigir musicais e não faz feio na condução desse.

Ao final, ficamos com aquela sensação de voltar a ser crianças, pois muitos eram mais jovens quando o filme original foi lançado. E além disso, o filme encanta por conta de sua qualidade. Vale muito a pena.

 

Marco Lotes

Jornalista e aspirante a ator. Pothermaníaco e "dementador de livros" ele é extrovertido, amante da sétima arte e colecionador de relíquias cinematográficas.

Marco Lotes

Jornalista e aspirante a ator. Pothermaníaco e “dementador de livros” ele é extrovertido, amante da sétima arte e colecionador de relíquias cinematográficas.